
Pela janela aberta
Vejo que o sol está negro
E o céu coberto de nuvens
Caminho pela penumbra
Nem sei onde estou
Só sei que estou sozinha
Lá dentro as sombras gritam
E os vultos movem-se lado a lado
Não abro a porta
Não falo mais
Nem sei onde estou
Só sei que estou sozinha
Joguei os dados
E rolei com eles
Tenho todo controle
E não sei quem sou eu
Nem sei onde estou
Só sei que estou sozinha
Cansada eu me deito
O Universo é tão grande
Mas há estrelas no teto
E tudo está normal
É que hoje a insanidade bateu à minha porta
E eu deixei-a entrar
Esta postagem foi especialmente para a minha amiga loira Letícia. Os dois últimos versos do poema são dela. E agradeço à Lud pela ajuda em traduzir o título paro o latim.
Espero que tenham gostado.

