sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Lux Nocturnus


Pela janela aberta
Vejo que o sol está negro
E o céu coberto de nuvens
Caminho pela penumbra
Nem sei onde estou
Só sei que estou sozinha

Lá dentro as sombras gritam
E os vultos movem-se lado a lado
Não abro a porta
Não falo mais
Nem sei onde estou
Só sei que estou sozinha

Joguei os dados
E rolei com eles
Tenho todo controle
E não sei quem sou eu
Nem sei onde estou
Só sei que estou sozinha

Cansada eu me deito
O Universo é tão grande
Mas há estrelas no teto
E tudo está normal
É que hoje a insanidade bateu à minha porta
E eu deixei-a entrar


Esta postagem foi especialmente para a minha amiga loira Letícia. Os dois últimos versos do poema são dela. E agradeço à Lud pela ajuda em traduzir o título paro o latim.
Espero que tenham gostado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Ah! Meu querido jardineiro! Aventureiro das sílabas... Obrigadaa de verdade! Ficou lindoo!
Como tudo o q vc escreve neh! hehe
Adoro todos os seus poemas...textos...críticas... :D

a nossa herança é uma flor. hehe

Te adoroo muito! Sucesso pra vc!

Letícia disse...

"JOguei os dados.. e rolei com eles."

hehehe... :D aaoo honraa.. haha